Distúrbios,
entre a destreza e a redoma,
a descoberta e a franqueza...
entre os escombros deste mês
que vai...
musgos revestidores de
alma humana, invadem,
como crosta invisível
de vender caráter...
e recusa.
Sensibilidade entre espécie
de desvalor imagem:
à vista, à vontade.
Como se professassem cães.
E tão somente lates.
Transfixa a perturbada,
desconcertada e molestada
pelica de profissional.
Oxalá ainda seja...
oxalá!
O mais exânime,
o mais sequelado,
o mais despreparado...
este estaria preparado.
Assino o julgamento. Só.
Se flores, nesta estação,
alegria vil e inventiva.
Pois, do entre do suor,
do signo do trabalho,
Cores? Pra quê?
E aquela que carrega à mão,
conduzirá aonde “esse”?
e aquela a quem “confiam”
letramento...
ninguém confia respeito?
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
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2 comentários:
é mágoa, professor?!
ass.:Bené
Meu camarada Wellington Gonçalves,
Qual o papel do professor na atualidade?
Pergunte ao seu diretor, ao seu coordenador, ao seu colega de trabalho, ao pai do seu aluno e demais filhos da puta que se dizem responsáveis pela educação das crianças, adolescentes e jovens deste país. Desconsidere toda e qualquer resposta deles. De nada servem...falações apenas.
Vejo a escola como o local não só de aprovar ou reprovar alunos, mas o espaço de nos conhecermos enquanto espécie, de sabermos dos nossos limites e das nossas possibilidades. Na universidade, ao aprovar alunos que não deveriam ser aprovados segundo os critérios estabelecidos nos conteúdos programáticos ainda me falta coragem para dizer para estes alunos que eles perderam seu tempo e dinheiro na universidade e que se quiserem alguma mobilidade social ou desenvolvimento pessoal isto não se fará pela escola. Deverão buscá-lo em outros espaços. Falta-me coragem para dizê-los que eu sinto muito por eles estarem ali na escola sem saber por que estão. Mas ao mesmo tempo eles também não sabem porque estão em outros espaços. Então fico pensando para que serve a escola numa sociedade como a nossa. Acho que não serve para muita coisa não meu camarada. Não da forma como ela está estruturada. Certamente, os que hoje, 2 de fevereiro de 2009, votarem e os que forem eleitos para a Câmara e para o Senado não foram reprovados na escola. Deveriam e não foram.
Diante disso, defendo a idéia de assentar com o aluno e falar a verdade com ele...de como ele não significa absolutamente nada para os que nos "intimam" a aprová-lo ou reprová-lo. E mais...eu não esqueceria este aluno...acompanharia sua trajetória por alguns anos para ver no que vai dar.
Falta-me coragem na universidade para reprovar alguns alunos talvez por acreditar que eles mereçam mesmo a vida que têm. Enfim meu camarada, assim vou tecendo o meu profissionalismo: entre nascimentos e eutanásias. Sem culpas, sem medos.
Fique bem meu camarada.
Professor Antônio Marcos Murta
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