segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Sexta!


Sexta!
Entre a clássica e
promissora manhã,
e a trágica e torpe
madrugada.

Desde os balaios
de pão quente
até as promessas
de amor por sexo.

Sexta!
Para que o sábado
acorde azul
e a embriaguez
anoiteça o dia

Para os primeiros goles
de Ave Maria!
e para os últimos trôpegos
passos de fecha-bar.

Sexta!
Porque os flertes convidam
uma noite inteira,
e a promessa é
penitenciar de prazer.

Para o flagelo de almas
ébrias,
num tanto amor de
nunca-acaba.

Ou pelas preces de
beija-me-a-boca
em transe até que
a língua pare:
Sexta!

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