sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

São sussurros.
Tomando a madrugada,
acendendo-me na noite:
Sussurros!

E, talvez, até meus.
Respiração um pouco mais ofegante.
Um sonho...ou seria pesadelo?
Ou talvez não.

O celular vibrando? Às três?
Não! Não.
O desejo de ouvi-lo vibrar: uma chamada!
Não.

Silêncio. Não são sussurros.
Talvez uma voz na memória.
Queria que fosse o celular...
não são sussurros.

É provável que não seja nada.
Um nada que me acorda às três
e me espreme três lágrimas.
No escuro. No vazio. No nada

Um nada de lembranças.
Um castigo numa casa vazia
sem uma chamada...
sem um sussurro.

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