sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Um para o dia, um para a noite.


Eu acordei em outra órbita
e desfilei na via Láctea
Com meu sapato mocassim
Sem jeito...assim,assim.

Amanheci canção folclórica
tocando, em lira, nota histórica
e assistindo Napoleão
Beijar a mão de Júlio César.
- Ave, César!

E encontrei dois velhos sonhos
como amigos que se perdem.
Um ia para a Aimorés,
o outro estava ainda sem rumo.

Não sei se foi nesse momento,
enquanto ia para o centro,
que uma pedra me parou
e me sujou toda a camisa.

Já julguei todas as premissas.
Pela noite, todas as falsas.
Na madrugada, as verdadeiras.
Durante o dia eu descansei.

E as conclusões me sucumbiam,
e me secavam a garganta:
eu busco água na Brastemp
e esse desfile é de Havaianas...

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