segunda-feira, 20 de julho de 2009

Aos poucos, eu.




Eu passo em branco
nestas noites sem sonhos,
nestas histórias sem enredo,
nestes segredos sem grades.

Eu poso em sorriso
nestes conceitos de grupo,
nestas fotos sem motivos
ou por motivos banais.

Eu piso em falso
na minha crença infundada,
nos meus antiquados valores
e em pedras que me atravessam.

Eu penso em morte
quando não vejo saída,
quando desanimo da vida
ou sempre que ela me dá um "oi".

Eu perco a calma
na falta de concentração,
no excesso de zêlo
e quando beijo a boca dela.

Eu prendo a respiração
pra navegar na alegria,
pra suportar a saudade
e pra sentir poesia.

5 comentários:

Anônimo disse...

A quinta estrofe também me é comum,rs.Isso se chama perfeccionismo.E quanto ao beijo,bom,beijar quem se ama realmente é de perder a calma,abraço amigo.

Anônimo disse...

Ah,o anônimo sou eu,Juliano,rs,abraço de novo!

Marcos Murta disse...

Meu caro Wellington
É sempre bom ler você. Gosto do seu texto. Você escreve com o corpo todo e isso não deixa de ser instigante. Abraços do seu professor

Anônimo disse...

eu queria nao ter o dom de sentir o que os outros sentem... seja na presença fisica, no som da voz ou na palavra escrita... assim nao sentiria a verdade da dor contida em seus versos... e teria a ilusao de que vc estava sorrindo enquanto escrevia...

Anônimo disse...

Os Anjos estão acompanhando você em todos os momentos. É importante que isso fique bem claro. O que denominamos Anjo da Guarda é realmente seu Guardião. Porém, ele não interfere no seu livre arbítrio. No seu livre arbítrio está a sua vontade de querer que ele auxilie, ajude e ampare a você.