Deixei de gostar de funk,
passei a gostar de bossa.
Deixei de sentir respiração,
passei a vivê-la.
Deixei de jogar futebol,
passei a gostar de assistir.
Deixei de curtir açaí,
passei a apreciar cevada.
Deixei de tentar a aventura,
passei a gostar de companhia.
Deixei de querer ser herói,
passei a querer ser eu mesmo.
Deixei de gostar de dança,
passei a tentar bailarinar entre canções.
Deixei a inquietude de espírito,
passei a ser pleno na alma.
Deixei a soberba da inteligência,
busco a humildade da ignorância.
Deixei as mais possíveis hipóteses
pelas mais objetivas concretudes.
E, por todas as coisas,
passei a sentir mais amor.
Muito mais amor.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
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