Eu não encontro as tais razões
e nem sei se impero sobre a perspectiva.
Retenho como posso o que tenho de
Interesse,
que nem o que me interessa não tenho mais
por desejo.
Pra não ser morto enquanto vivo
ensaio anseios que sei não ter.
Mas é melhor que querer morrer.
As intenções para as quais preparo meus
dias...
esse, por exemplo,
são sempre de ser o mesmo
ao fim daquele. Isso significa
querer não ir.
E, direto, esperar que sejam necessárias
outras intenções.
Mesmo que sejam as mesmas.
Como sempre são.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
pq a vida toma seus rumos.
Deixei de gostar de funk,
passei a gostar de bossa.
Deixei de sentir respiração,
passei a vivê-la.
Deixei de jogar futebol,
passei a gostar de assistir.
Deixei de curtir açaí,
passei a apreciar cevada.
Deixei de tentar a aventura,
passei a gostar de companhia.
Deixei de querer ser herói,
passei a querer ser eu mesmo.
Deixei de gostar de dança,
passei a tentar bailarinar entre canções.
Deixei a inquietude de espírito,
passei a ser pleno na alma.
Deixei a soberba da inteligência,
busco a humildade da ignorância.
Deixei as mais possíveis hipóteses
pelas mais objetivas concretudes.
E, por todas as coisas,
passei a sentir mais amor.
Muito mais amor.
passei a gostar de bossa.
Deixei de sentir respiração,
passei a vivê-la.
Deixei de jogar futebol,
passei a gostar de assistir.
Deixei de curtir açaí,
passei a apreciar cevada.
Deixei de tentar a aventura,
passei a gostar de companhia.
Deixei de querer ser herói,
passei a querer ser eu mesmo.
Deixei de gostar de dança,
passei a tentar bailarinar entre canções.
Deixei a inquietude de espírito,
passei a ser pleno na alma.
Deixei a soberba da inteligência,
busco a humildade da ignorância.
Deixei as mais possíveis hipóteses
pelas mais objetivas concretudes.
E, por todas as coisas,
passei a sentir mais amor.
Muito mais amor.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Defasagem.
Não se chama coragem isso que se mostra opulento no meu olhar.isso é asfalto. É o impermeável. É o que impede que percole, pelo menos diante de ti, tudo que possa ser expresso pelo simplório olhar inocente de uma transfigurável e aguçada manifestação de sentimento. É asfalto. Sabes bem que aquela explosão de surpresa e incontenção, aquele lapso, foi um trecho sem pavimentação dessa estrada, longa estrada, asfaltada. Não toda asfaltada. Mas isso é bem do sentimento. Ou, ao bem do sentimento. Essas percepções pessoais, idiossincrásicas, que eu vejo que você percebe, que eu quero que você perceba, mas que eu evito deixar transparecer. Por isso, também, não se chama coragem.
A aflição me destona, me imerge, me inunda, mas, que são essas senão as sensações de quem vive intensamente o que sente? Que são essas senão a ilustração clara de um coração sendo sufocado, retorcido, apertado pela mão até que caia uma última gota de sangue, seque e não seja mais um coração, seja criatura sem vida.
A aflição me destona, me imerge, me inunda, mas, que são essas senão as sensações de quem vive intensamente o que sente? Que são essas senão a ilustração clara de um coração sendo sufocado, retorcido, apertado pela mão até que caia uma última gota de sangue, seque e não seja mais um coração, seja criatura sem vida.
domingo, 27 de março de 2011
CD
Ouço-te em ritmo
como tocas - me tocas -
e te acompanho,
dançando.
Descubro tuas letras,
a maestria do teu conteúdo
e esse interesse em tudo:
do princípio ao fim.
Conheço-te em música:
um bom samba
de olhar na alma
e sentir paixão.
E se eu te disser paixão?
tornariam-se substantivos
aqueles desejos?
E beijos? Motivos?
Palavras, com certeza,
aspirações, ansiedades.
Inspirações.
Em tons maiores
Olhares, tudo que mostra
a luminosidade:
sem segredos.
E, em tuas mãos, eu!
E se eu te disser paixão?
Coisa que você já sabe
que chego a beijar o ar
na memória de ti.
Coisas que você nem sabe:
que te faço homenagens
entre uma música e outra,
entre um sonho e outro.
Que te concebo pura
como uma deusa.
E que te desejo nua
em meu pequeno berço.
Espero, entre teus olhos,
um sim. Ou algo parecido.
Pois cedo. Ou parto.
Cedo ou tarde seria assim.
Eu te direi paixão.
Como és música.
Como és mulher.
Como és paixão.
como tocas - me tocas -
e te acompanho,
dançando.
Descubro tuas letras,
a maestria do teu conteúdo
e esse interesse em tudo:
do princípio ao fim.
Conheço-te em música:
um bom samba
de olhar na alma
e sentir paixão.
E se eu te disser paixão?
tornariam-se substantivos
aqueles desejos?
E beijos? Motivos?
Palavras, com certeza,
aspirações, ansiedades.
Inspirações.
Em tons maiores
Olhares, tudo que mostra
a luminosidade:
sem segredos.
E, em tuas mãos, eu!
E se eu te disser paixão?
Coisa que você já sabe
que chego a beijar o ar
na memória de ti.
Coisas que você nem sabe:
que te faço homenagens
entre uma música e outra,
entre um sonho e outro.
Que te concebo pura
como uma deusa.
E que te desejo nua
em meu pequeno berço.
Espero, entre teus olhos,
um sim. Ou algo parecido.
Pois cedo. Ou parto.
Cedo ou tarde seria assim.
Eu te direi paixão.
Como és música.
Como és mulher.
Como és paixão.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Pelo que vives

Decida-se pelo outono
e pelas cores secas,
pelos vinhos secos,
por amores molhados.
Decida não ficar só.
e pelas cores secas,
pelos vinhos secos,
por amores molhados.
Decida não ficar só.
Nem se prender individual,
nem se perder inconsciente
ou se achar solidão.
Decida-se pela cama,
pelo conforto do sono,
pelo descanso em graça
e pela possibilidade de amor.
Decida ter outras fomes
e satisfazer sua sede,
e satisfazer-se em delícia,
sem conceber nostalgia.
Decida-se ao meu lado em tudo
desde cada horizonte que amplia,
enquanto sorri plenitude,
enquanto viveres paixão.
nem se perder inconsciente
ou se achar solidão.
Decida-se pela cama,
pelo conforto do sono,
pelo descanso em graça
e pela possibilidade de amor.
Decida ter outras fomes
e satisfazer sua sede,
e satisfazer-se em delícia,
sem conceber nostalgia.
Decida-se ao meu lado em tudo
desde cada horizonte que amplia,
enquanto sorri plenitude,
enquanto viveres paixão.
Uma de amor ( a um "anjo bebê")
amor aos tantos
amor ao cubo
amor em prantos
amor em tubos
amor à vera
amor à beira
amor na sela
amor na seiva
amor à tona
amor em cima
amor nas crises
amor em suma
amor nos quartos
amor nos trapos
amor no papo
amor no mato
amor de sonho
amor de outono
amor com cama
amor com sono
amor pra dama
amor sem dono
amor pra tema
amor pra trono
amor no ato
amor de cena
amor de tato
amor de gema
amor na tela
amor sem tino
amor com ela:
amor de hino
amor ao cubo
amor em prantos
amor em tubos
amor à vera
amor à beira
amor na sela
amor na seiva
amor à tona
amor em cima
amor nas crises
amor em suma
amor nos quartos
amor nos trapos
amor no papo
amor no mato
amor de sonho
amor de outono
amor com cama
amor com sono
amor pra dama
amor sem dono
amor pra tema
amor pra trono
amor no ato
amor de cena
amor de tato
amor de gema
amor na tela
amor sem tino
amor com ela:
amor de hino
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Aos poucos, eu.

Eu passo em branco
nestas noites sem sonhos,
nestas histórias sem enredo,
nestes segredos sem grades.
Eu poso em sorriso
nestes conceitos de grupo,
nestas fotos sem motivos
ou por motivos banais.
Eu piso em falso
na minha crença infundada,
nos meus antiquados valores
e em pedras que me atravessam.
Eu penso em morte
quando não vejo saída,
quando desanimo da vida
ou sempre que ela me dá um "oi".
Eu perco a calma
na falta de concentração,
no excesso de zêlo
e quando beijo a boca dela.
Eu prendo a respiração
pra navegar na alegria,
pra suportar a saudade
nestas noites sem sonhos,
nestas histórias sem enredo,
nestes segredos sem grades.
Eu poso em sorriso
nestes conceitos de grupo,
nestas fotos sem motivos
ou por motivos banais.
Eu piso em falso
na minha crença infundada,
nos meus antiquados valores
e em pedras que me atravessam.
Eu penso em morte
quando não vejo saída,
quando desanimo da vida
ou sempre que ela me dá um "oi".
Eu perco a calma
na falta de concentração,
no excesso de zêlo
e quando beijo a boca dela.
Eu prendo a respiração
pra navegar na alegria,
pra suportar a saudade
e pra sentir poesia.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Tempos, dentes caídos e uma lata de skol
Anos completos,
virtudes em voga,
Maturidade é orgulho,
barriga nem tanto.
Cabelo grisalho é charme,
As rugas, às vezes,
os sorrisos motivados
e o dentista, semestral.
Caminhada na ave-maria,
futebol nas quintas,
sacolão nas quartas
e, às 11h30min, o menino na escola.
Experiência e tranqüilidade:
problemas são comuns.
Amor é administração.
Sexo, também.
Domingo é lavar o carro,
Encher o “pandurro”,
administrar com a “chefa”,
e uma cervejinha sagrada.
virtudes em voga,
Maturidade é orgulho,
barriga nem tanto.
Cabelo grisalho é charme,
As rugas, às vezes,
os sorrisos motivados
e o dentista, semestral.
Caminhada na ave-maria,
futebol nas quintas,
sacolão nas quartas
e, às 11h30min, o menino na escola.
Experiência e tranqüilidade:
problemas são comuns.
Amor é administração.
Sexo, também.
Domingo é lavar o carro,
Encher o “pandurro”,
administrar com a “chefa”,
e uma cervejinha sagrada.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Colapso
Convida-me. Mereço estar em tua mesa. Ceando à tua frente. Cego. Como só o amor faz ser. Decido-me por você. E, entre todas as outras coisas que o eterno promete, decido dançar. Deixarei aquela noite fria de botas, glamour e solo de guitarra por um tango. Desde que seja infinito. Deixarei o observar que divaga meu olhar pela simples possibilidade de sentir-te perfume, delícia. Darei a ti todos os meus pensamentos. Os bons, os maus...os lascivos. Todos! E não te darei boa vida.
domingo, 8 de março de 2009
Derrotas esmiuçadas: Tempo I
Há interveniência.
Mesmo sem parênteses,
sem apostos,
sem polícia.
Soam bucólicas, alcoólicas,
nebulosas, levianas,
auroras inebriáveis:
sintomáticas.
Dores incomparáveis.
Horríveis como “pagode”.
Intensas como o trânsito de São Paulo,
Desencarnáveis, como Dercy.
Velhas e estúpidas. Ordinárias.
Mesmo sem parênteses,
sem apostos,
sem polícia.
Soam bucólicas, alcoólicas,
nebulosas, levianas,
auroras inebriáveis:
sintomáticas.
Dores incomparáveis.
Horríveis como “pagode”.
Intensas como o trânsito de São Paulo,
Desencarnáveis, como Dercy.
Velhas e estúpidas. Ordinárias.
Derrotas esmiuçadas: Tempo II
Não posso escrever poemas.
Não sou desses de amar vidas.
Sou desses que a desprezam,
que não vêem sua dimensão.
Quero não ser todo glória.
Sei que não sou tão querido,
que há um tanto de costume no tudo
e que amanhã não passarei de lembrança.
Sou cheio disso. Estou farto!
Não me admiro sequer entre parênteses.
E há interveniência. Mesmo sem parênteses.
Mesmo sem apostos, sem polícia.
Como disse: cheio disso. Farto!
Entre as crassas curvas do meu destino,
no dorso desse ridículo adjetivo história,
toda honra e toda glória...
Dos apelos gélidos de uma voz inexistente,
um choro vermelho de lágrimas condensadas e
um cheiro de rosas acumuladas,
como conheço desde criança.
Um trincar de dentes,
com enjôo mais forte e, então,
...vou suprimir a última frase.
Por isso não sirvo para poemas.
Não sou desses de amar vidas.
Sou desses que a desprezam,
que não vêem sua dimensão.
Quero não ser todo glória.
Sei que não sou tão querido,
que há um tanto de costume no tudo
e que amanhã não passarei de lembrança.
Sou cheio disso. Estou farto!
Não me admiro sequer entre parênteses.
E há interveniência. Mesmo sem parênteses.
Mesmo sem apostos, sem polícia.
Como disse: cheio disso. Farto!
Entre as crassas curvas do meu destino,
no dorso desse ridículo adjetivo história,
toda honra e toda glória...
Dos apelos gélidos de uma voz inexistente,
um choro vermelho de lágrimas condensadas e
um cheiro de rosas acumuladas,
como conheço desde criança.
Um trincar de dentes,
com enjôo mais forte e, então,
...vou suprimir a última frase.
Por isso não sirvo para poemas.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Um para o dia, um para a noite.

Eu acordei em outra órbita
e desfilei na via Láctea
Com meu sapato mocassim
Sem jeito...assim,assim.
Amanheci canção folclórica
tocando, em lira, nota histórica
e assistindo Napoleão
Beijar a mão de Júlio César.
- Ave, César!
E encontrei dois velhos sonhos
como amigos que se perdem.
Um ia para a Aimorés,
o outro estava ainda sem rumo.
Não sei se foi nesse momento,
enquanto ia para o centro,
que uma pedra me parou
e me sujou toda a camisa.
Já julguei todas as premissas.
Pela noite, todas as falsas.
Na madrugada, as verdadeiras.
Durante o dia eu descansei.
E as conclusões me sucumbiam,
e me secavam a garganta:
eu busco água na Brastemp
e esse desfile é de Havaianas...
e desfilei na via Láctea
Com meu sapato mocassim
Sem jeito...assim,assim.
Amanheci canção folclórica
tocando, em lira, nota histórica
e assistindo Napoleão
Beijar a mão de Júlio César.
- Ave, César!
E encontrei dois velhos sonhos
como amigos que se perdem.
Um ia para a Aimorés,
o outro estava ainda sem rumo.
Não sei se foi nesse momento,
enquanto ia para o centro,
que uma pedra me parou
e me sujou toda a camisa.
Já julguei todas as premissas.
Pela noite, todas as falsas.
Na madrugada, as verdadeiras.
Durante o dia eu descansei.
E as conclusões me sucumbiam,
e me secavam a garganta:
eu busco água na Brastemp
e esse desfile é de Havaianas...
Só
São sussurros.
Tomando a madrugada,
acendendo-me na noite:
Sussurros!
E, talvez, até meus.
Respiração um pouco mais ofegante.
Um sonho...ou seria pesadelo?
Ou talvez não.
O celular vibrando? Às três?
Não! Não.
O desejo de ouvi-lo vibrar: uma chamada!
Não.
Silêncio. Não são sussurros.
Talvez uma voz na memória.
Queria que fosse o celular...
não são sussurros.
É provável que não seja nada.
Um nada que me acorda às três
e me espreme três lágrimas.
No escuro. No vazio. No nada
Um nada de lembranças.
Um castigo numa casa vazia
sem uma chamada...
sem um sussurro.
Tomando a madrugada,
acendendo-me na noite:
Sussurros!
E, talvez, até meus.
Respiração um pouco mais ofegante.
Um sonho...ou seria pesadelo?
Ou talvez não.
O celular vibrando? Às três?
Não! Não.
O desejo de ouvi-lo vibrar: uma chamada!
Não.
Silêncio. Não são sussurros.
Talvez uma voz na memória.
Queria que fosse o celular...
não são sussurros.
É provável que não seja nada.
Um nada que me acorda às três
e me espreme três lágrimas.
No escuro. No vazio. No nada
Um nada de lembranças.
Um castigo numa casa vazia
sem uma chamada...
sem um sussurro.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Comentário a Antônio Marcos Murta
Entre as guerras, homens. Entre estes, um gótico sentimento de explosão. Entre a nigérrima fumaça da explosão, escombros de possibilidades que, mesmo destruídos, não se findam. Dentre os vestígios, esperança:tijolos e trapos de roupas. O suficiente. O resto o tempo se encarrega de prover. Deixe a fuligem cobrir...lava-se depois!
domingo, 21 de dezembro de 2008
Sobre a personalidade e a natureza.
O que uso ou façoque me fazem errado
ou que me insistem
em errar,
despistam-me
em cordas
que me amarram
em mim.
E em tudo que
acho feio
o mau humor
põe um pouco de si.
Ao me tornar
algo além
do que imagino
não ser
me vejo feio
também
como, talvez,
realmente seja.
Mas o que intriga
é o dia, que desrespeita
meus erros e,
simplesmente, irradia.
e, em tom de toda ousadia
me esfrega,
na cara,
essa beleza incontida.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Sexta!

Sexta!
Entre a clássica e
promissora manhã,
e a trágica e torpe
madrugada.
Desde os balaios
de pão quente
até as promessas
de amor por sexo.
Sexta!
Para que o sábado
acorde azul
e a embriaguez
anoiteça o dia
Para os primeiros goles
de Ave Maria!
e para os últimos trôpegos
passos de fecha-bar.
Sexta!
Porque os flertes convidam
uma noite inteira,
e a promessa é
penitenciar de prazer.
Para o flagelo de almas
ébrias,
num tanto amor de
nunca-acaba.
Ou pelas preces de
beija-me-a-boca
em transe até que
a língua pare:
Sexta!
Entre a clássica e
promissora manhã,
e a trágica e torpe
madrugada.
Desde os balaios
de pão quente
até as promessas
de amor por sexo.
Sexta!
Para que o sábado
acorde azul
e a embriaguez
anoiteça o dia
Para os primeiros goles
de Ave Maria!
e para os últimos trôpegos
passos de fecha-bar.
Sexta!
Porque os flertes convidam
uma noite inteira,
e a promessa é
penitenciar de prazer.
Para o flagelo de almas
ébrias,
num tanto amor de
nunca-acaba.
Ou pelas preces de
beija-me-a-boca
em transe até que
a língua pare:
Sexta!
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Esquálidas pedagógicas
Distúrbios,
entre a destreza e a redoma,
a descoberta e a franqueza...
entre os escombros deste mês
que vai...
musgos revestidores de
alma humana, invadem,
como crosta invisível
de vender caráter...
e recusa.
Sensibilidade entre espécie
de desvalor imagem:
à vista, à vontade.
Como se professassem cães.
E tão somente lates.
Transfixa a perturbada,
desconcertada e molestada
pelica de profissional.
Oxalá ainda seja...
oxalá!
O mais exânime,
o mais sequelado,
o mais despreparado...
este estaria preparado.
Assino o julgamento. Só.
Se flores, nesta estação,
alegria vil e inventiva.
Pois, do entre do suor,
do signo do trabalho,
Cores? Pra quê?
E aquela que carrega à mão,
conduzirá aonde “esse”?
e aquela a quem “confiam”
letramento...
ninguém confia respeito?
entre a destreza e a redoma,
a descoberta e a franqueza...
entre os escombros deste mês
que vai...
musgos revestidores de
alma humana, invadem,
como crosta invisível
de vender caráter...
e recusa.
Sensibilidade entre espécie
de desvalor imagem:
à vista, à vontade.
Como se professassem cães.
E tão somente lates.
Transfixa a perturbada,
desconcertada e molestada
pelica de profissional.
Oxalá ainda seja...
oxalá!
O mais exânime,
o mais sequelado,
o mais despreparado...
este estaria preparado.
Assino o julgamento. Só.
Se flores, nesta estação,
alegria vil e inventiva.
Pois, do entre do suor,
do signo do trabalho,
Cores? Pra quê?
E aquela que carrega à mão,
conduzirá aonde “esse”?
e aquela a quem “confiam”
letramento...
ninguém confia respeito?
terça-feira, 1 de abril de 2008
Aos editais
Estou certo destas coisas que vêem:
que o mundo não será sempre o mesmo
e que, assim mesmo, não serei ninguém.
Sou, embora um pouco poeta,
esse desmotivado pela história,
esse produto da inutilidade completa.
E, a quem me defina por ousadia,
saberei dizer se não sou
o que dizem ser eu dia-a-dia.
As tentativas (inclusive as que só premeditei)
como prova real do fracasso,
por questão, transcrevi. E enumerei.
Mas, e peço que não tenhas inveja,
as belezas que vejo nas minimices
são o que me mantém sempre alerta.
Meu prazer de escancarar todas as cores,
de observar as nuvens de algodoar sonhos
em manhãs de iluminar amores.
Meu pesar de suor, que me retorce cansado,
porém, que não me submete à boçalidade
e me faz valorizar cada minuto privado.
E esses meus minutos, que transformo em eternos,
que me escrevem poemas
de matar, de morrer, de tão-belos.
Como nunca me pensei, nem me dei por fé.
Mas, que bom é poder, na impossibilidade de ser
quem você quer ser, ser, simplesmente, quem você é!
que o mundo não será sempre o mesmo
e que, assim mesmo, não serei ninguém.
Sou, embora um pouco poeta,
esse desmotivado pela história,
esse produto da inutilidade completa.
E, a quem me defina por ousadia,
saberei dizer se não sou
o que dizem ser eu dia-a-dia.
As tentativas (inclusive as que só premeditei)
como prova real do fracasso,
por questão, transcrevi. E enumerei.
Mas, e peço que não tenhas inveja,
as belezas que vejo nas minimices
são o que me mantém sempre alerta.
Meu prazer de escancarar todas as cores,
de observar as nuvens de algodoar sonhos
em manhãs de iluminar amores.
Meu pesar de suor, que me retorce cansado,
porém, que não me submete à boçalidade
e me faz valorizar cada minuto privado.
E esses meus minutos, que transformo em eternos,
que me escrevem poemas
de matar, de morrer, de tão-belos.
Como nunca me pensei, nem me dei por fé.
Mas, que bom é poder, na impossibilidade de ser
quem você quer ser, ser, simplesmente, quem você é!
Lavai-me
Se esse banho for só
tua imagem entre as águas
me beijará em delírio,
como se fosse você.
E talvez eu escorra ao chão
e me acomode no caos,
E o delírio acabe,
e a lembrança continue.
Se esse banho for só
não lavará minha alma,
não limpará o desespero
que suja-me corpo adentro.
E talvez não resolva.
Quem sabe até piore?
Quem sabe destrua-me em amor...
Com certeza vai piorar.
Se esse banho for só
Não vai ser divertido
como eram as brincadeiras
(as selvagens e puras brincadeiras)
E talvez não me alegre,
e não me faça relaxar,
e me faça esquecer como sou...
e me faça, quem sabe, até chorar...
tua imagem entre as águas
me beijará em delírio,
como se fosse você.
E talvez eu escorra ao chão
e me acomode no caos,
E o delírio acabe,
e a lembrança continue.
Se esse banho for só
não lavará minha alma,
não limpará o desespero
que suja-me corpo adentro.
E talvez não resolva.
Quem sabe até piore?
Quem sabe destrua-me em amor...
Com certeza vai piorar.
Se esse banho for só
Não vai ser divertido
como eram as brincadeiras
(as selvagens e puras brincadeiras)
E talvez não me alegre,
e não me faça relaxar,
e me faça esquecer como sou...
e me faça, quem sabe, até chorar...
terça-feira, 11 de março de 2008
Matéria
Sou de sonhos. E só.
Não como os de José, do Egito
ou como de Ernesto de la Sierra.
Sonhos simples. Só.
Não como os sonhos dos homens de amor,
de ganância, estupor.
Não como os das vestes da beleza
e todo seu rímel.
Não como o sorriso de Judas
nem como seu beijo.
Mas como a moeda de dupla face:
sem segredos, de valor exato.
Sou desses sonhos humanos
que sempre seguiram os mesmos planos
de ascensão, de liberdade,
divinos.
Sou de sonhos, e pronto.
Sonhos de manhã agradável,
de chuva estica-sono,
sem pressa, sempre.
Sou desses sonhos de todos:
de cama pra amor e preguiça,
de amor pra além da cama
e de cama pra depois do amor.
Sou desses sonhos sem açúcar
que por não engordarem
não encontram recusa.
Encontram deleite.
Sou desse sonho nada especial,
que te acorda sorrindo na madrugada,
que te adormece em dias chatos
e que te leva...viaja.
Não como os de José, do Egito
ou como de Ernesto de la Sierra.
Sonhos simples. Só.
Não como os sonhos dos homens de amor,
de ganância, estupor.
Não como os das vestes da beleza
e todo seu rímel.
Não como o sorriso de Judas
nem como seu beijo.
Mas como a moeda de dupla face:
sem segredos, de valor exato.
Sou desses sonhos humanos
que sempre seguiram os mesmos planos
de ascensão, de liberdade,
divinos.
Sou de sonhos, e pronto.
Sonhos de manhã agradável,
de chuva estica-sono,
sem pressa, sempre.
Sou desses sonhos de todos:
de cama pra amor e preguiça,
de amor pra além da cama
e de cama pra depois do amor.
Sou desses sonhos sem açúcar
que por não engordarem
não encontram recusa.
Encontram deleite.
Sou desse sonho nada especial,
que te acorda sorrindo na madrugada,
que te adormece em dias chatos
e que te leva...viaja.
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Pérgola
Gosto.
Desde o desejo
até o sabor...
o gosto.
Como em luz de
noite São-João
ou como no sol de
manhã-Bahia.
Digressões:
Remoem-se.
Remoemo-nos.
Hoje, desde antes.
Me acerto no alvo.
Nunca te erro.
Sei quem sou eu...
infelizmente.
Sou minhas respostas.
As que busco,
as que encontro.
As que me perdem.
Sei de mais nada
nessas sextas com vinho,
de costas,
despidas.
Me tenho na mira:
Nunca atiro.
Sou quem eu sou.
Felizmente.
Ou chocolate. Gosto.
Desde o amargo
até o seu doce.
seu.
Sou minhas dúvidas:
A que és,
à qual me entrego,
a que me encontra.
Trôpego.
Desqualificado, talvez.
Ébrio, com certeza.
Totalmente.
Sei de tudo.
Dessa cesta inútil
com esse mundo de planos,
deste plano sem rumo.
Pele. Pelo que sinto:
Transpiração.
Poro-a-poro.
e o gosto...delícia!
Como nas noites
de chocolate
ou desse vinho de
deixa-me-louco.
Como a língua que,
então, invade...
cúmplice.
Cumpra-se.
Desde o desejo
até o sabor...
o gosto.
Como em luz de
noite São-João
ou como no sol de
manhã-Bahia.
Digressões:
Remoem-se.
Remoemo-nos.
Hoje, desde antes.
Me acerto no alvo.
Nunca te erro.
Sei quem sou eu...
infelizmente.
Sou minhas respostas.
As que busco,
as que encontro.
As que me perdem.
Sei de mais nada
nessas sextas com vinho,
de costas,
despidas.
Me tenho na mira:
Nunca atiro.
Sou quem eu sou.
Felizmente.
Ou chocolate. Gosto.
Desde o amargo
até o seu doce.
seu.
Sou minhas dúvidas:
A que és,
à qual me entrego,
a que me encontra.
Trôpego.
Desqualificado, talvez.
Ébrio, com certeza.
Totalmente.
Sei de tudo.
Dessa cesta inútil
com esse mundo de planos,
deste plano sem rumo.
Pele. Pelo que sinto:
Transpiração.
Poro-a-poro.
e o gosto...delícia!
Como nas noites
de chocolate
ou desse vinho de
deixa-me-louco.
Como a língua que,
então, invade...
cúmplice.
Cumpra-se.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Crase
Ao todo, por completudes.
Em termos, adjetiva;
em pontos, predicativa;
Em fins, afirmativa.
Como em ir...infinitiva,
ou divergir: propositiva.
Como um sorrir: muito expressiva e,
por denotar: adversativa.
Adverbial, sem circunstância.
Contenda verbal. Ou concordância.
Estável e nominal: sem alternância.
Qualquer cognato, só semelhança.
Enquanto expressar: exclamativa.
Ligando artigos: convidativa.
Em proposições ou pronomes: objetiva.
Em si, em suma: Substantiva.
Crase: como regra,
como sabes:
Não me esqueço.
Jamais!
Em termos, adjetiva;
em pontos, predicativa;
Em fins, afirmativa.
Como em ir...infinitiva,
ou divergir: propositiva.
Como um sorrir: muito expressiva e,
por denotar: adversativa.
Adverbial, sem circunstância.
Contenda verbal. Ou concordância.
Estável e nominal: sem alternância.
Qualquer cognato, só semelhança.
Enquanto expressar: exclamativa.
Ligando artigos: convidativa.
Em proposições ou pronomes: objetiva.
Em si, em suma: Substantiva.
Crase: como regra,
como sabes:
Não me esqueço.
Jamais!
sábado, 10 de novembro de 2007
Peleja
Ontem eu não prestava
Condenei o comum,
Sobrepus-me ao interesse geral.
Me referenciei.
Adormeci auspicioso.
Sonhei com um barulho entre nuvens.
Algo como trovões ou vozes.
Sabia não ser Deus.
Entre os gritos...eu disse gritos?
Gritos também.
Entre os gritos ouvi um nome.
Não era o seu. Não era o meu.
Impus limites aos pesadelos:
Que não me acordem na madrugada!
Sobrevivo aos pesadelos,
A madrugada é que tornou-se um tormento.
As manhãs, nem tanto.
Esta, por exemplo, foi horrível.
Sem chuva, quente e cheia de problemas.
Mas de olhos abertos. Pelo menos.
Hoje não condenei ninguém.
Até porque sou a multidão.
Só que meus interesses sumiram.
Eu, a multidão, sem interesse.
Resolvi não ser mais referência.
Propus, não impus, deslimites ao dia.
Tão melhor ser incógnita que evidência.
Mas, quanto à noite, qualquer penumbra ainda me castiga.
Condenei o comum,
Sobrepus-me ao interesse geral.
Me referenciei.
Adormeci auspicioso.
Sonhei com um barulho entre nuvens.
Algo como trovões ou vozes.
Sabia não ser Deus.
Entre os gritos...eu disse gritos?
Gritos também.
Entre os gritos ouvi um nome.
Não era o seu. Não era o meu.
Impus limites aos pesadelos:
Que não me acordem na madrugada!
Sobrevivo aos pesadelos,
A madrugada é que tornou-se um tormento.
As manhãs, nem tanto.
Esta, por exemplo, foi horrível.
Sem chuva, quente e cheia de problemas.
Mas de olhos abertos. Pelo menos.
Hoje não condenei ninguém.
Até porque sou a multidão.
Só que meus interesses sumiram.
Eu, a multidão, sem interesse.
Resolvi não ser mais referência.
Propus, não impus, deslimites ao dia.
Tão melhor ser incógnita que evidência.
Mas, quanto à noite, qualquer penumbra ainda me castiga.
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Romperem-se os tempos
Minha coleção de turbantes
traz registros claros
do peso que sustentei
em minha cabeça
Minha coleção de hematomas
registra os socos e pontapés
que me presentearam
ao longo da vida
Minha coleção de sapatos velhos
é uma prova concreta da
quantidade de passos que
dei pra chegar até aqui.
Minha irrisória coleção de
medalhas mostra que
houve mais experiências como
ganho que vitórias propriamente ditas.
Minha coleção de verdades mostra
que nunca fui muito complexo;
Minha coleção de figuras
não mostra nada.
Minha coleção de lágrimas
denuncia meus poucos amores;
Minha coleção de presentes,
os poucos amigos.
Minha coleção de livros,
as companhias;
Minha coleção de vinhos,
as noites ébrias.
Mas minha coleção de
relógios, essa, mostra o quão
inséquito o tempo pode ser
para desdenhar minhas vontades.
Voam-se os tempos,
voa-se a vida.
traz registros claros
do peso que sustentei
em minha cabeça
Minha coleção de hematomas
registra os socos e pontapés
que me presentearam
ao longo da vida
Minha coleção de sapatos velhos
é uma prova concreta da
quantidade de passos que
dei pra chegar até aqui.
Minha irrisória coleção de
medalhas mostra que
houve mais experiências como
ganho que vitórias propriamente ditas.
Minha coleção de verdades mostra
que nunca fui muito complexo;
Minha coleção de figuras
não mostra nada.
Minha coleção de lágrimas
denuncia meus poucos amores;
Minha coleção de presentes,
os poucos amigos.
Minha coleção de livros,
as companhias;
Minha coleção de vinhos,
as noites ébrias.
Mas minha coleção de
relógios, essa, mostra o quão
inséquito o tempo pode ser
para desdenhar minhas vontades.
Voam-se os tempos,
voa-se a vida.
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Elegias
São faces.
Caras, bocas...
Classe.
São belas.
Altas, duradouras,
eternas.
Efêmeras.
Agora, em transe:
terra.
Apóstolas,
santas, diabólicas,
psicodélicas.
São simples.
Cordéis, quibebes:
natas.
Sublimes.
De Shakespeare, Boal:
qualqueres.
São todas.
intérpretes, reais:
Ator.
Sois um.
Estrela, Absoluto:
Autran.
Caras, bocas...
Classe.
São belas.
Altas, duradouras,
eternas.
Efêmeras.
Agora, em transe:
terra.
Apóstolas,
santas, diabólicas,
psicodélicas.
São simples.
Cordéis, quibebes:
natas.
Sublimes.
De Shakespeare, Boal:
qualqueres.
São todas.
intérpretes, reais:
Ator.
Sois um.
Estrela, Absoluto:
Autran.
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Ama-me

Talvez eu não tenha dito.
Talvez eu não diga nunca.
Talvez você já saiba.
Talvez não.
Que meus olhos se ocupam
mais de brilho quando a vêem.
Que meu pensamento sente
todo instante da sua presença.
Que meus olhos tateiam-te
em perfil, em frente e verso, sem tocá-la.
Que, por enquanto, sou-te fraterno e,
não obstante, amar-te-ei.
Talvez pelos teus olhos,
ou pelo sorriso.
Talvez por ti toda.
Ou ao meu bem.
sábado, 22 de setembro de 2007
Síntese
Hoje é uma lágrima.
Tudo bem!
Acho que não vai dar pra ver você.
Eu nem sei.
Estou sentindo meu pulso forte
PULSAR.
E apesar do sentimento imanente (vivo)
não quero.
Ainda que ninguém tenha me agredido
sinto dor. Muita dor.
As coisas que eu nunca deixei que me fizessem triste
venceram.
Descobri que não sou nada além.
Sou o que tenho que ser.
E eu sou pequeno
como esses versos.
Tudo bem!
Acho que não vai dar pra ver você.
Eu nem sei.
Estou sentindo meu pulso forte
PULSAR.
E apesar do sentimento imanente (vivo)
não quero.
Ainda que ninguém tenha me agredido
sinto dor. Muita dor.
As coisas que eu nunca deixei que me fizessem triste
venceram.
Descobri que não sou nada além.
Sou o que tenho que ser.
E eu sou pequeno
como esses versos.
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Insígnia da poesia
Houve, há muito tempo, o poeta.
Houve, dentro do poeta, o vazio.
O poeta, vazio, incidência de desfelicidades,
Cria, sozinho, nos senhores, insignes.
Quase não os vi. Foi há muito tempo.
E o poeta, declaradamente crente,
Aguardava conexão com os tais.
Ele cria, coitado!
Dos insignes, o desprezo.
Não da insignificância do existir poético,
Mas da insistência do insosso poeta.
O nariz do insigne não desce aos insignificantes.
O erro, o poeta estava errado?
Ou seria a poesia capaz de insídia por falta de correção?
Ou seria correção demais?
Ou esses insignes insipientes...ora?
Mais da lágrima, mais da emoção.
As lagrimas rolam insignificantes, claras, imperceptíveis.
Por dentro jorrara enxurrada.
Houve, há muito tempo, o poeta.
E as desfeitas dos notórios amadureceram o poeta.
E a poesia insignifica à crítica.
O que prevalece é o status.
Poesia, em si, insígnia do passado.
Houve, dentro do poeta, o vazio.
O poeta, vazio, incidência de desfelicidades,
Cria, sozinho, nos senhores, insignes.
Quase não os vi. Foi há muito tempo.
E o poeta, declaradamente crente,
Aguardava conexão com os tais.
Ele cria, coitado!
Dos insignes, o desprezo.
Não da insignificância do existir poético,
Mas da insistência do insosso poeta.
O nariz do insigne não desce aos insignificantes.
O erro, o poeta estava errado?
Ou seria a poesia capaz de insídia por falta de correção?
Ou seria correção demais?
Ou esses insignes insipientes...ora?
Mais da lágrima, mais da emoção.
As lagrimas rolam insignificantes, claras, imperceptíveis.
Por dentro jorrara enxurrada.
Houve, há muito tempo, o poeta.
E as desfeitas dos notórios amadureceram o poeta.
E a poesia insignifica à crítica.
O que prevalece é o status.
Poesia, em si, insígnia do passado.
domingo, 2 de setembro de 2007
vivAH!!!
Tenha outras vontades;
Dirija-se às próximas filas;
Assista outros filmes;
Encontre novos motivos;
Faça outras coisas.
Busque o fio da felicidade;
Atravesse a próxima rua;
Dobre o outro joelho;
Cante na outra esquina;
Coma com a mão.
Veja os horizontes de além;
Vá aos horizontes de além;
Torne-se as possibilidades do próximo;
leve o próximo a você;
seja o próximo amor.
Comece a divagar sobre o nada;
Escolha ser quem você é;
Tropece noutras pedras;
Encontre motivos suficientes;
Seja alguém suficiente.
Esteja noutros lugares;
Conheça outros lugares;
Explore os seus medos;
Tenha outros medos;
Abandone suas trevas.
Trabalhe outro estilo;
Viva outra imagem;
Descanse do trabalho forçoso;
Poupe suas mãos;
Reflita-se mais elegante.
Abasteça-se de outras dúvidas;
Tenha histórias novas;
Lute por novas razões;
Aceite outras condições;
Termine suas travessias.
Permita novas tentativas;
Conceda a mão ao desconhecido;
Não conspire contra as inovações;
Divirta-se no aprendizado;
Sinta-se à vontade...
E tire muito tempo para gozar do que te faz feliz!!!!
Dirija-se às próximas filas;
Assista outros filmes;
Encontre novos motivos;
Faça outras coisas.
Busque o fio da felicidade;
Atravesse a próxima rua;
Dobre o outro joelho;
Cante na outra esquina;
Coma com a mão.
Veja os horizontes de além;
Vá aos horizontes de além;
Torne-se as possibilidades do próximo;
leve o próximo a você;
seja o próximo amor.
Comece a divagar sobre o nada;
Escolha ser quem você é;
Tropece noutras pedras;
Encontre motivos suficientes;
Seja alguém suficiente.
Esteja noutros lugares;
Conheça outros lugares;
Explore os seus medos;
Tenha outros medos;
Abandone suas trevas.
Trabalhe outro estilo;
Viva outra imagem;
Descanse do trabalho forçoso;
Poupe suas mãos;
Reflita-se mais elegante.
Abasteça-se de outras dúvidas;
Tenha histórias novas;
Lute por novas razões;
Aceite outras condições;
Termine suas travessias.
Permita novas tentativas;
Conceda a mão ao desconhecido;
Não conspire contra as inovações;
Divirta-se no aprendizado;
Sinta-se à vontade...
E tire muito tempo para gozar do que te faz feliz!!!!
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